Quem opera registra a compra de ouro, etapa por etapa. Cada etapa grava eventos datados num ledger que ninguém edita. O painel do Selo de Conformidade lê esse mesmo ledger. São quatro desenhos: a operação, o ciclo do Selo, os alertas e as camadas do sistema.
passo
trava: pergunta com sim ou não
impede o avanço
avisa e segue
evento que o ledger já grava
evento a criar
requisito do Selo
1. A operação, do cadastro ao lingote certificado
As seis etapas seguem a ordem da Apresentação 2025. Uma etapa só começa quando a anterior termina sem bloqueio. Os códigos R são regras do certificado, os E são regras de estoque do ledger e os RB são requisitos do Regulamento.
Cada etapa lê da esquerda para a direita e termina gravando no ledger. As quatro primeiras alimentam 16 dos 63 requisitos pontuados da Série 2000. Refino e certificado não alimentam nenhum: são produto da operação, não exigência do Selo.
2. O ciclo anual do Selo
Os outros 47 requisitos são institucionais (política, treinamento, auditoria interna, efetividade) e recebem evidência enviada à mão. A autoavaliação é um ensaio interno; a nota que vale é a da empresa credenciada.
O Regulamento exige nota final 9 ou mais e nenhum requisito com NA (VI.2). Ele não diz como as notas dos requisitos viram a nota final, nem se um NA também exclui o compromisso de ajustes. As duas leituras precisam ser confirmadas com a empresa credenciada.
3. O caminho de um alerta
A operação alimenta os cenários: compra acima da produção declarada no RAL, pagamento em espécie, relógio do aparelho divergente, nome em lista restritiva. Quem analisa não é quem opera.
Os três prazos são relógios do sistema: 45 dias para gerar o alerta, 45 para analisar, e o dia útil seguinte à decisão para comunicar. O envio ao COAF continua sendo feito no sistema do COAF; aqui fica o registro.
4. As camadas
Uma aplicação só, com um banco. As regras ficam numa camada que não conhece nem a web nem o banco, e são as que já existem em roteiro/, certificado/ e ledger/.
Toda resposta de fonte externa é guardada como evidência, com data. O estoque de ouro não é uma tabela: é recalculado a partir dos eventos.
Quem faz o quê
Papel
Usa
Não pode
Campo
Visita de campo, compra do lote
Aprovar contraparte, emitir certificado
Cadastro
Contrapartes, processo minerário
Analisar alertas
Operações
Estoque e refino
Ajustar saldo sem uma segunda pessoa
Análise PLD
Fila de alertas, dossiê, decisão
Operar compra
Diretor PLD
Certificado, autoavaliação, painel do Selo
Emitir sozinho o que ele mesmo registrou
Auditor
Pacote de auditoria, por prazo definido
Escrever qualquer coisa
O que este desenho supõe
Cada lote é separável até o refino. A Apresentação descreve rastreabilidade por nota fiscal e período; se o ouro é fundido em conjunto, a etapa 5 passa a usar uma regra contábil declarada.
Os eventos tracejados (contraparte, processo, visita) ainda não existem no ledger. Os demais já são gravados e testados.
O limite para reporte de espécie e o regime legal vigente do ouro não foram conferidos na norma.
O certificado e a página pública não exibem o Selo: o inciso VIII.2 prevê cancelamento por uso que insinue vínculo com a qualidade do serviço.